quarta-feira, 13 de maio de 2015

Subestimação aos paraguaios?


Caiu em Itaquera, já era? Sim. Porém, nem sempre a expressão popular adotada pelos corintianos, quando o jogo ocorre na Zona Leste da capital paulista, poderá ser favorável aos donos da casa. Um dia vem a decepção. E ela escolheu a noite desta quarta-feira, 13, no jogo que definiu a eliminação do Corinthians da Taça Libertadores, ao ser derrotado pelo Guarani do Paraguai, por 1 a 0.

Como havia perdido o primeiro jogo, por 2 a 0 em Assunção, no duelo da volta seria necessário vencer os paraguaios por três gols de diferença, caso quisesse se classificar à próxima fase. Mas, o fraco desempenho apresentado fez com que a bola passasse longe de balançar a rede adversária.

A superioridade demonstrada em partidas anteriores não compareceu ao gramado escorregadio da arena. Quem também se ausentou foi o futebol das principais peças do time: Elias, Renato Augusto, Jadson e Guerrero.

No banco de reservas, Tite pouco se manifestou. Sabia que não seria fácil reverter o placar, mesmo com o apoio da massa corintiana e da capacidade técnica de seus comandados.

Se já estava difícil, ficou mais ainda com as expulsões de Fábio Santos e Jadson, que não souberam ser experientes. Com dois a menos a classificação tornaria - se impossível. Ainda mais quando o  atacante Fernando Fernandez calou o Itaquerão, no fim da partida, provando que o futebol é mesmo uma caixinha de surpresas.  

Enquanto a maioria dos comentaristas dizia que o Corinthians conseguiria passar fácil pelo clube paraguaio, as duas partidas mostraram o contrário. O Guarani deixou claro que no futebol, o coletivo é quem predomina, e que o respeito deve sempre existir, independentemente das condições (dentro e fora de campo) do adversário.

Não é um julgamento, mas acredito que ter subestimado a qualidade dos paraguaios pode ter sido um dos fatores que levaram o Corinthians a amargar mais uma eliminação na competição internacional.

Assim que o Guarani foi anunciado como o concorrente do Corinthians, houve um certo alívio para jogadores, comissão técnica, diretoria e torcedores, de que seria simples, simples. Mas, não foi.

E que sirva de lição que, nem sempre é possível utilizar a frase arrogante só pelo fato de, do outro lado, ser um clube de menor expressão como o Guarani do Paraguai.  



Foto: reprodução TV Globo


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