quarta-feira, 1 de julho de 2020

Bem-vindo, segundo semestre!

Chega a quarta-feira, 1º de julho. Data que marca o início do segundo semestre de 2020. Os seis meses anteriores foram complicados em razão da pandemia do novo coronavírus? Essa pergunta pode ser respondida com um sim maiúsculo, afinal, muitas pessoas foram e continuam sendo afetadas pelos reflexos da Covid-19. 

Há de se reforçar que o planeta passa por momentos tensos, complexos. Porém, não é hora de reclamar e murmurar diante de situações desconfortáveis. Se o mundo passa por isso, é porque Deus está permitindo. 

Assim, antes de abrir a boca para desferir algum tipo de crítica ou comentário maldoso, é preciso agradecer ao Senhor primeiramente pela vida, depois família, trabalho, saúde. Deus é perfeito e sabe o que faz. 

Por mais que o problema pareça ser gigante e invencível, é preciso depositar nossa fé em Deus e acreditar que a vitória está por vir, desde que façamos a nossa parte.    

"Os que confiam no Senhor serão como o Monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre", Salmos 125.1.

 


terça-feira, 23 de junho de 2020

Hino de São João surgiu na Escola Padre Josué Silveira de Mattos

Escalado para gravar um vídeo sobre os preparativos de dois shows online promovidos pela Prefeitura de São João da Boa Vista (SP), como forma de homenagens aos 196 anos do município, estive na segunda-feira, 22 de junho, na Cidade das Artes: Parque Urbano Municipal Espaço Jovem Osmar Garcia, no bairro São Benedito.   

Cheguei às antigas instalações da Companhia de Entrepostos e Armazéns de São Paulo (CEAGESP) e dirige-me ao recém-construído Teatro Cidade das Artes para entrevistar a sanjoanense Lucila Martarello Astolpho, 89, autora da letra do hino de São João.

Conhecida pelo trabalho desenvolvido como professora e, em especial, pela composição do hino, em parceria com o radialista Fábio Noronha, dono da música, Lucila ainda será mais lembrada daqui em diante por ter cedido o seu nome para o Teatro Cidade das Artes.

O espaço público, com capacidade de acomodação para até 250 lugares, foi construído pela Prefeitura na obsoleta tulha, que armazenava alimentos em décadas passadas.

Em razão do distanciamento social, provocado pelo novo coronavírus, as 206 poltronas ainda não puderam receber espectadores para shows, espetáculos, palestras e outros tipos de eventos. A esperança é de que a situação volte à normalidade, se Deus assim permitir.

Durante a conversa que tive com Lucila, aproveitei para perguntar como e onde ela teve de compor a letra do hino sanjoanense. Rapidamente, a professora respondeu que a poesia levou poucos minutos para ser concluída. Tudo ocorreu durante um intervalo de aulas na Escola Estadual Padre Josué Silveira de Mattos, em 1972, época em que lecionava na unidade escolar do bairro Vila Brasil.

Sem saber que aquela escrita se tornaria o hino da cidade, a professora desenvolveu os versos a convite do então presidente e um dos fundadores da Academia de Letras, Octávio Pereira Leite.

Elaborado o texto e entregue nas mãos do solicitante, a letra participou de um concurso e obteve o primeiro lugar. Com a rica melodia de Fábio Noronha acrescentada à poesia, a obra tornou-se conhecida dos sanjoanenses.

Posteriormente, o saudoso cantor e músico Nino Mato Fino gravou a canção com o vozeirão inconfundível. Executado em eventos formais e informais, o hino celebra as riquezas da “Cidade dos Crepúsculos Maravilhosos”.

“O hino é exatamente o que sinto por São João”, resume Lucila, que completou no dia 17 de junho, 89 anos.

Eu, por ter estudado durante 11 anos na Escola Padre Josué, tendo cursado os ensinos fundamental e médio, sinto-me orgulhoso em saber que o hino da cidade onde também nasci surgiu naquele ambiente de ensino.

Veja a letra do hino AQUI