quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Programação de Natal com muito samba na terça-feira, dia 19, em São João da Boa Vista

Duas horas de muito samba na Praça Joaquim José (Fonteatro Emílio Caslini), Centro de São João da Boa Vista (SP), na noite da próxima terça-feira, dia 19, ocasião do show do grupo Di’Primos.

A apresentação, que integra a programação de Natal da cidade, está marcada para começar às 20 horas.

Constam no repertório apenas sambas tradicionais que fizeram sucesso nas vozes de Agepê, Alcione, Beth Carvalho, Benito de Paula, Originais do Samba, Zeca Pagodinho e outros artistas de peso.

Sabe aquela música “Do Lado Direito da Rua Direita”, interpretada pelo famoso grupo Originais do Samba? Então, essa é uma das canções que fazem parte da seleção musical.

Outra obra conhecida que será lembrada na noite especial é a “Deixa eu Te Amar”, que fez o saudoso cantor Agepê brilhar nas paradas de sucesso.

O convite está feito.

O grupo Di’Primos sobe ao palco com Juninho Popó, voz principal, cavaquinho e banjo; Márcio Gregório, rebolo, vocal e violão; Marcelo Gregório, teclados e direção do show; Paul Jack, percussão geral e vocal; e Cassinho, pandeiro.




terça-feira, 28 de novembro de 2017

Adeus à guerreira Tia Rô

Uma semana após a partida de minha noiva, Rosângela dos Santos Nogueira, a inesquecível “Tia Rô”, pessoa maravilhosa com quem convivi nos últimos 7 anos, criei forças, vindas de Deus, para escrever um pouco sobre essa mulher guerreira que soube lutar até o fim, com a esperança de que poderia vencer a doença, mas sempre respeitando a vontade de Deus.

Não foi fácil.

Durante esse tempo, acompanhei de perto todo o drama e orei muito. Não medi esforços para acompanhá-la onde quer que estivesse. Logo que diagnosticada com um tumor maligno, mesmo sabendo da gravidade, Rô manteve-se tranquila e não demonstrou nenhum tipo de pânico.

Acreditava que a cirurgia, a quimioterapia e radioterapia fossem suficientes para eliminar o problema de vez.

Antes do procedimento, seguiu trabalhando, na medida do possível, naquilo que mais amava e a deixava feliz: exercer a arte. Formada em Artes Plásticas e Ciências Sociais (não exercida), Rosângela tinha um vasto currículo.

Dona de um “baú de ideias”, a baixinha guerreira atuou durante muitos anos como animadora de festas em São João e região, bem como maquiadora artística e contadora de histórias.

Um dos maiores orgulhos da artista foi ter projetado e desenvolvido toda a decoração do Natal, no ano de 2005, em São João da Boa Vista (SP). Lembro-me de ter visto várias fotos e documentos que comprovavam a idealização.

Outro dom que Rô tinha era o de ministrar oficinas culturais ligadas ao tema “Contação de Histórias”. Além de São João, teve a oportunidade de transmitir conhecimento para professoras de Educação Infantil em cidades como Aguaí, Vargem Grande do Sul, Casa Branca, Tambaú, Santa Cruz das Palmeiras e São José do Rio Pardo.

Acostumada a trabalhar com o público infantil, criou, em 2012, a Biblioteca Móvel – projeto de incentivo à leitura em praças e espaços públicos, que foi destaque durante exibição na Feira do Livro em Porto Alegre (RS). Outra atividade prazerosa de Rosângela era a produção de shows musicais. Um deles, o “Tributo a Wilson Simonal”, do qual participei com o grupo Toca do Pagode.

Admirada pelo trabalho desenvolvido e rica em conhecimento cultural, Rosângela recebeu convite para ocupar o cargo de diretora de Cultura e Turismo de Vargem Grande do Sul (SP), em 2012. Desafio aceito, no período em que esteve à frente da pasta municipal, teve a chance de desenvolver diversos projetos na cidade.

Extremante alegre e divertida, a mãe da Yana, Anthonio e Nyna, também era uma exímia chef de cozinha. Tanto que adorava preparar pratos deliciosos, em especial para familiares e amigos.

De minha parte, o que posso dizer é que Marcelo e Rosângela viveram momentos maravilhosos de muito amor e parceria que jamais serão esquecidos.

Na última internação, antes de partir, Rô permaneceu durante um mês no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, na capital paulista. Com o agravamento do quadro, tornando-se irreversível para a medicina, foi transferida para uma clínica localizada em Cotia (SP), na região metropolitana.

Pode ser coincidência, mas, “Tia Rô”, que tanto amava rosas, inclusive sua residência era decorada com a cor favorita, fechou os olhos pela última vez em Cotia, conhecida como a “Cidade das Rosas”. Fiquei imaginando: Co-TIA, “Cidade das RO-sas”. 
Três dias antes da partida, em 21 de novembro de 2017, estive no local e conversei com ela. Naquele momento, apenas eu falei porque Rô já se encontrava muito debilitada e apenas observava. A última palavra que ouvi dela resumiu: “obrigada”, falou enquanto eu segurava as suas mãos. 

Em seguida, disse que a amava e que continuaria orando muito para que Jesus revertesse a situação. Dei-lhe um beijo e deixei o quarto com a sensação de que fiz o que pude para ajudá-la.

Embora a despedida seja sempre triste demais, agradeço aos MARAVILHOSOS momentos em que estivemos juntos e creio que tenha sido recebida por DEUS.