domingo, 15 de março de 2015

População negra praticamente não apoia as manifestações. Quer saber o motivo?


Em meio a tanta gente vestida com as cores verde, azul e amarela, o preto não teve tanto destaque nas vias públicas do país, neste domingo, dia 15, durante as manifestações contra o atual governo.

Desde a manhãzinha fiquei ligado acompanhando a movimentação, em todo o país, por meio da televisão e internet.

Um fato que me chamou bastante atenção, mas que a mídia preferiu deixar “por debaixo dos panos”, foi a presença reduzidíssima de negros protestando. Sinceramente, deu pra contar nos dedos os de pele escura (igual a minha).

A baixa adesão de negros nas ruas pode simbolizar ao menos duas perguntas: por que apoiar as birrinhas da elite? Não seria um gesto de bater palmas para um passado triste e comemorar o retrocesso?

Entendo que sim. Afinal, oportunidades relacionadas a políticas públicas só tiveram ênfase depois de 2003. Só não as vê quem não quer. Um dos benefícios considerados fundamentais são as cotas para negros nas universidades federais, embora sejam questionadas por parte daqueles que nunca sentiram na pele o que é ser discriminado neste país racista.

Quantos aos protestos, minha opinião é a seguinte: são legítimos. Entretanto, querer forçar a barra, passando por cima da Constituição, exigindo que a presidente deixe o cargo, desta forma, seria um ato antidemocrático.

E mais, boa parte das pessoas “disfarçadas” com as cores azul e amarela ( da oposição) acha que se houvesse o impeachment, o neto do Tancredo, derrotado nas eleições de 2014, é quem assumiria o comando do Brasil. Tem cabimento? É claro que não.

O ódio é tão grande que pensam desta maneira equivocada.

É por isso que ninguém melhor do que as urnas do ano passado para reforçar que a maioria do povo brasileiro decidiu pela continuidade do governo.




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