sábado, 14 de abril de 2012

O Santos vive no meu coração desde muito cedo

              Márcio, Marcelo e Oswaldinho vestidos com a camisa do Santos. Acima, vó Divina, mãe Neusa e pai Oswaldo. 

 No arquivo da família - jeito chique de dizer para não mencionar uma simples caixa cheia de fotos – está registrado por meio de imagens quase que apagadas, que sou santista, desde muito cedo. Sanjoanense de nascimento e santista de coração.

Neste sábado, dia 14 de abril de 2012, data em que o Santos Futebol Clube comemora os 100 anos de história, também quero relatar os tristes e os bons momentos como torcedor do Peixe.

Nasci numa época em que o time de Vila Belmiro vivia um intenso jejum de títulos de expressão. Com isso, era inevitável fazer com que os colegas não zombassem quando me faziam à seguinte pergunta: “para qual time você torce?” Na escola, ou quando vestia a camisa alvinegra, por exemplo, tinha que suportar as brincadeiras de que o Santos mais parecia um time de museu, referindo-se ao fato de o clube ter sido vitorioso apenas na época do Pelé. Era uma fase não muito agradável. Quanta paciência (risos).

Sou santista por influência de meu pai, seu Oswaldo, que assistiu muito aos jogos do Peixe com Pelé, Coutinho, Pepe, Mengálvio. Encantado, é claro, fez com que eu e meus irmãos (Márcio e Oswaldinho) também nos tornássemos alvinegros praianos. Seguimos o conselho e mais tarde percebemos que valeu a pena esperar.

Na infância não comemorei praticamente nenhuma conquista. Se citar o título de 1984, quando o Peixe faturou o Paulistão após vencer o Corinthians no Morumbi por 1 a 0, gol de Serginho Chulapa, talvez possa contar, mas na época era muito criança e nem entendia muito sobre futebol. Contudo, era santista.

Posso dizer que soltei o grito de campeão de verdade em 2002, quando, o Santos de Robinho e Diego passou pelo rival Corinthians, desta vez pelo Campeonato Brasileiro. Aquele jogo foi emocionante: uma vitória de 3 a 2, com a inesquecível pedalada de Robinho em cima do lateral Rogério - que será eternamente lembrado pelo lance.

Muitos me questionam se os títulos do Torneio Rio/São Paulo (1997) e da Conmebol (1998) não contam. Digo que estão no currículo, mas que não foram títulos de expressão que me fizessem sair comemorando pela avenida mais famosa de São João da Boa Vista (SP), no caso a Avenida Dona Gertrudes – local em que os torcedores fazem à festa quando o clube do coração é campeão.

Confesso que só pude entender, realmente, o que era comemorar um título de peso, a partir de 2002, quando o Santos passou a me dar muitas alegrias. Foram dois títulos Brasileiros (2002 e 2004), quatro Campeonatos Paulistas (2006, 2007, 2010 e 2011), Copa do Brasil (2010), e o mais importante, o tricampeonato da Copa Libertadores (2011).

Ufa! Para quem “sofria” com as brincadeiras dos torcedores rivais, nada melhor do que comemorar oito títulos em um período de dez anos. 

No ano do Centenário, a expectativa é que o Santos seja novamente campeão da Copa Libertadores, do Paulistão, do Brasileirão, e, enfim, volte ao Japão para faturar o tricampeonato Mundial. Para finalizar, pego emprestado um trecho do hino do clube para definir meu sentimento: “Sou alvinegro da Vila Belmiro, o Santos vive no meu coração”.

Parabéns, Santos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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