segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Daqui a pouco ele volta?


Em se tratando de abordagem correta, a última edição do “Programa do Jô”, na TV Globo, foi exibida no dia 17 de dezembro, e não na sexta-feira, 16, conforme havia a previsão. Devido ao horário em que começou a atração, passando de meia noite, a despedida do gordo do “Plim-Plim” aconteceu já na madrugada de sábado.

Desta vez, assisti de casa mesmo. Mas em outras 4 ocasiões, tive a oportunidade de participar da gravação no estúdio. O feito foi registrado em 2000, 2001, 2002 e 2011.

No início da década de 2000, eu cursava o primeiro ano de faculdade de jornalismo, no UNIFAE, em São João da Boa Vista (SP). Ao saber que um pessoal se programava para organizar uma caravana, interessei-me imediatamente.

Na época, o mesmo estúdio do “Programa do Jô”, localizado no bairro do Brooklin, zona sul da capital paulista, era utilizado para o “Altas Horas”, do Serginho Groisman.

Naquele dia, pela primeira vez, entrei num auditório de televisão. Lembro-me que cheguei ao gelado ambiente, em razão do ar condicionado, às 17h30 e saí às 21h. Sim, toda essa quantidade de tempo porque foram gravados dois programas.

Dos convidados, destaque para o saudoso ator mexicano Anthony Quinn, grupo de percussão corporal Barbatuques e a cantora Zizi Possi que, por sinal, levou a filha Luiza Possi, que ainda não se exibia pelos palcos. No dia, Jô pediu para que a loira desse uma palhinha junto com a mãe. E deu. Mais tarde, Luiza revelou que aquele foi o primeiro programa em que ela participou como artista.

Nos anos seguintes, em 2001 e 2002, praticamente os últimos da faculdade, lá estive novamente. Pude observar detalhe por detalhe, principalmente, a maneira como se comportava a produção do programa. Corre daqui, corre de lá. Um agito total.

O sobre palco onde ficavam os geniais músicos do sexteto (Bira, Derico, Miltinho, Osmar, Chiquinho e Tomati) também não demonstrava ser dos maiores. Porém, o som emitido do contrabaixo, saxofone e flauta, bateria, piano, trompete e guitarra era gigante.

Grande também foi o período em que deixei de acompanhar as gravações: 9 anos. Retornei ao estúdio em 2011. No arquivo deste blog, postei uma imagem do Jô Soares sendo atendido durante a gravação.

Situação que ninguém imaginaria presenciar era ver o apresentador interromper uma das entrevistas para estancar uma hemorragia no nariz, porém, nada mais sério.

As principais atrações daquela terça-feira, quando ocorreu a gravação, foram a cantora Elza Soares e o jogador de futsal Falcão.

Digo que a experiência de conhecer as instalações foi enriquecedora, até porque não tinha noção de como era o sistema de produção de um programa daquele peso.

Encerrado o ciclo na TV Globo, Jô Soares deve negociar com alguma emissora de canal fechado.  Não quero imaginar que ele tenha sido desligado após comentários favoráveis à ex-presidente Dilma Rousseff, mas ao que tudo indica, essa possibilidade não é descartável.


Sim ou não, talvez, ele possa retornar em outro canal para a alegria do seu público.  

Foto: Marcelo Gregório

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