quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A luta nossa de todos os dias

Algumas cidades brasileiras comemoraram, com feriado, o dia da “Consciência Negra”. Houve mobilização, discursos, divulgação de cultura e demais situações para marcar a data. Mas e no dia seguinte – hoje, amanhã e depois -, como fica?

Penso que de nada adianta fazer com que as pessoas reflitam em apenas um dia. É muito pouco para a população negra que ainda sofre muitíssimo preconceito na sociedade. A hipocrisia é imensa. Falar que o racismo acabou é utopia. Eu sempre brinquei que é mais fácil um padre nunca ter rezado um “Pai Nosso”, do que um negro nunca ter sido vítima de preconceito racial. Só quem nunca sentiu na pele, é quem diz que o problema não existe.

Se não há mais preconceito, por que é tão difícil vermos negros ocupando cargos importantes, a não ser na música e nos gramados como jogador de futebol?

É porque as oportunidades são escassas. Quase que zero.

No domingo, assistindo ao “Fantástico”, fiquei indignado com um concurso de modelos apresentado pelo programa global. Eles selecionam meninas em todo o país, por meio de fases, para, depois escolher a vencedora de cada estado.

Nesta disputa, o fato que me chamou atenção foi na Bahia, estado brasileiro em que existe a maior concentração de negros no Brasil. Lá em Salvador, a equipe do programa não “conseguiu” achar nenhuma garota bonita de pele escura. Será que não tinha?

Estranho, né?

E aí, no dia da “Consciência Negra”, os hipócritas se fazem bonzinhos e “aderem” ao movimento dizendo que é preciso lutar, ajudar.

Tem coisa errada nisso e não é preciso dizer o motivo. Todos já sabem.

Apesar dos obstáculos não se pode desanimar.  

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